Com Lionel Messi mais uma vez determinante, a seleção argentina fez valer o domínio em campo e foi recompensada pela postura ofensiva diante de uma Inglaterra que recuou em excesso após sair na frente do placar. O triunfo de virada por 2 a 1 consolidou o melhor desempenho da equipe no Mundial e reforçou a confiança para mais uma disputa da Taça, que pode representar a quarta da história (tetracampeonato).
Na análise do jornalista e colaborador do Blog Ponto da Notícia, Kleber Leal, a classificação argentina foi construída pela coragem para atacar, liderança de Messi e postura defensiva dos ingleses. A baixo, confira os 10 momentos que marcaram a segunda semifinal da Copa de 2026.
Análise Inglaterra 1 x 2 Argentina
⚽ 1. Virada construída na insistência
Após um primeiro tempo ruim e levar um gol no início da segunda etapa, a Argentina, aproveitando o recuo total da Inglaterra, mandou no jogo, criou inúmeras chances e virou a partida, com garra, determinação, superioridade tática e técnica, e fará a final da Copa do Mundo contra a Espanha.
⚽ 2. Messi comandou mais uma vez
Mais uma vez o time argentino foi comandado por Lionel Messi, que, com 39 anos, articulou quase todas as jogadas, deu duas assistências, fazendo, junto com sua seleção, a melhor partida no torneio, conseguindo sair de uma situação completamente adversa para um triunfo consagrador e merecido.
⚽ 3. A Inglaterra recuou e pagou caro
A Inglaterra, que fez 1x0 e era superior em campo, recuou completamente para dentro da área após abrir o escore, deixando espaços enormes para os argentinos deitarem e rolarem em campo. Foi uma covardia absurda. A Argentina foi toda para frente, o técnico Scalonni encheu o time de jogadores ofensivos e amassou a conformada Inglaterra, que optou por se defender e fez isso muito mal, inclusive sem praticamente conseguir armar um contra-ataque.
⚽ 4. A pressão anunciava a virada
Os argentinos pegavam a bola na intermediária ofensiva, sozinhos, e cruzavam para onde queiram, Foram inúmeras bolas alçadas, com gols perdidos, defesa do goleiro, bolas na trave, um sufoco só. A zaga inglesa não cortava uma bola. Estava na cara que a virada iria acontecer.
⚽ 5. A postura inglesa definiu o roteiro
A Seleção Argentina, que só virou o jogo no final, mereceu fazer isso bem antes, mas a sorte estava ajudando a Seleção Inglesa. Na parada para hidratação, que serviu como um “gongo” para evitar que a Inglaterra tomasse o gol de empate, o técnico alemão do time inglês Thomas Tuchel poderia tentar ajustar a postura do time, para também atacar, mas, em vez disso, o time dele ficou mais defensivo ainda, a pressão aumentou e a virada foi inevitável.
⚽ 6. Primeiro tempo de muita marcação
A Inglaterra começou o jogo marcando forte, procurando sufocar a Argentina na saída de bola. A partida ficou bem truncada, pegada, com faltas de lado a lado, no estilo parecido com o dos jogos da Libertadores. Lances de perigo foram raros porque as jogadas não prosseguiam, pois sempre eram paralisadas com infrações. Num cruzamento fechado, o goleiro argentino Martínez pegou; numa falta levantada na área, cabeçada da Inglaterra pra fora; em outra falta para Inglaterra, cobrada direto, Martínez fez grande defesa; a Argentina ficou procurando contra-atacar e teve um bom chute de longe, que passou muito perto.
A Inglaterra começou o jogo marcando forte, procurando sufocar a Argentina na saída de bola. A partida ficou bem truncada, pegada, com faltas de lado a lado, no estilo parecido com o dos jogos da Libertadores. Lances de perigo foram raros porque as jogadas não prosseguiam, pois sempre eram paralisadas com infrações. Num cruzamento fechado, o goleiro argentino Martínez pegou; numa falta levantada na área, cabeçada da Inglaterra pra fora; em outra falta para Inglaterra, cobrada direto, Martínez fez grande defesa; a Argentina ficou procurando contra-atacar e teve um bom chute de longe, que passou muito perto.
⚽ 7. O segundo tempo mudou completamente
A Argentina começou a segunda etapa indo para o ataque, dando logo um chute perigoso numa bola em profundidade ( o goleiro Jordan Pickford defendeu) e um outro que bateu na rede pelo lado de fora. Mas, numa transição rápida, a Inglaterra chegou ao gol, num lançamento de Harry Kane para Morgan Rogers, que cruzou para Gordon completar. Daí em diante, a Inglaterra se desconectou do jogo, recuou demais e tomou um grande sufoco, a ponto de ficar com apenas 12% de posse de bola. O time argentino chutou e cabeceou várias bolas a gol, mandou duas bolas na trave, empilhou oportunidades de tudo quanto é jeito, e acabou fazendo dois gols no final, com Enzo Fernández, aos 40′ , e Lautaro Martínez , aos 45′, em duas assistências de Messi.
⚽ 8. Arbitragem abaixo da semifinal
O juiz estava meio perdido, sem critérios nos cartões; na primeira etapa deu pouquíssimos minutos de acréscimo, parecia meio apavorado na partida. A postura não estava adequada para quem apitava uma semifinal de Copa do Mundo. Que o árbitro da final tenha uma postura mais adequada, não prejudique o espetáculo e saia despercebido, tanto na parte técnica quanto na disciplinar.
⚽ 9. Quando o futebol vai além das quatro linhas
O ditado “Não é só futebol” sempre é usado para enaltecer fatos positivos extracampo relacionados ao contexto geral do espetáculo, bastidores, torcida etc. Mas, dessa vez, apesar das ponderações dos treinadores antes do jogo, o significado teve um outro viés, o viés do patriotismo devido à lembrança da disputa militar entre os dois países pelas Ilhas Malvinas (Falkland para os ingleses). Essa situação contagiou negativamente até a torcida, com cada uma vaiando o hino do adversário antes de a partida ser iniciada.
⚽ 10. Uma final digna da Copa
Domingo a Argentina enfrenta a Espanha, na grande final da Copa do Mundo. Será o confronto de uma seleção muito organizada (Espanha), que joga coletivamente, contra outra (Argentina) que tem a garra, a determinação, o espírito de vencedor, a vontade como características marcantes e, o mais importante, tem o craque Messi, jogador de quase 40 anos, mas que vem fazendo a diferença e é a grande arma portenha para chegar ao título. Após a partida de domingo, o Mundo conhecerá o novo tetra ou o novo bicampeão mundial de futebol.
A vitória argentina deixa uma lição clara sobre a força mental em uma Copa do Mundo: mesmo diante de um cenário adverso, a equipe encontrou soluções, aumentou a intensidade e soube aproveitar o momento em que o adversário perdeu o controle da partida. Foi uma demonstração de maturidade competitiva em uma fase onde pequenos erros costumam custar caro.
A Inglaterra sai da competição com a sensação de que poderia ter escrito outra história, mas pagou caro pela escolha de administrar uma vantagem mínima. Já a Argentina chega à decisão fortalecida por uma campanha que mostrou capacidade de reação nos momentos mais importantes.
Ficha técnica
Competição: Copa do Mundo - Semifinal
Local: Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos EUA
Data e horário: 15 de julho de 2026, às 16h (de Brasília)
Público: 68.239 pessoas (Capacidade máxima)
Árbitro: Ismail Elfath (EUA)
Assistentes: Corey Parker e Kyle Atkins (EUA)
VAR: Marco Di Bello (ITA)
Cartões amarelos: E. Anderson (ING), L. Martínez (ARG), C. Romero (ARG) e R. De Paul (ARG)
Gols: Anthony Gordon (10'/2ºT) (ING); Enzo Fernández (40'/2ºT) e Lautaro Martínez (47'/2ºT) (ARG)
Inglaterra: Jordan Pickford, Reece James (Dan Burn), John Stones (Ivan Toney), Marc Guehi e Djed Spence (Marcus Rashford); Elliot Anderson, Declan Rice (O'Reilly), Morgan Rogers, Jude Bellingham e Anthony Gordon (Ezri Konsa); Harry Kane. Técnico: Thomas Tuchel.
Argentina: Emiliano Martínez; Nahuel Molina (Gonzalo Montiel), Cristian Romero, Lisandro Martínez (Nicolas Otamendi) e Nicolás Tagliafico (Lautaro Martínez); Leandro Paredes (Nico González), Alexis Mac Allister, Enzo Fernández e Giuliano Simeone (Rodrigo De Paul); Lionel Messi e Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni.


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