A classificação foi construída com disciplina tática, poucas brechas defensivas e uma atuação que praticamente anulou o poder ofensivo francês. O resultado reforça o excelente momento da equipe espanhola, que chega à decisão embalada por uma longa sequência de invencibilidade.
Na leitura do jornalista e colaborador do Blog Ponto da Noticia, Kleber Leal, o desempenho da Fúria expôs as limitações da França e mostrou por que a seleção espanhola vai à finalíssima como forte candidata ao bicampeonato mundial. A seguir, confira os 10 momentos que marcaram o confronto.
Analise França 0x2 Espanha
⚽ 1. Futebol coletivo faz a diferença
Com um eficiente futebol coletivo, a Espanha merecidamente despachou a França por 2 a 0 na semifinal da Copa do Mundo e agora aguarda o vencedor de Argentina x Inglaterra para fazer a grande final no domingo. O time espanhol foi superior o jogo todo e ainda deu olé no time francês, que era tido como favorito mas tomou um verdadeiro “nó tático”.
⚽ 2. Favoritismo virou arrogância
O favoritismo do time francês antes de iniciar a Copa gerou uma certa arrogância nos torcedores, parte da imprensa e até jogadores, a ponto de, numa entrevista, o meia Olise afirmar que não conhecia na seleção Brasileira nenhum jogador que pudesse ser referência, fingindo esquecer que Vinicius Junior vem sendo destaque no Real Madrid.
⚽ 3. Um coletivo sem protagonistas
O time da Espanha jogou tão bem taticamente que é até difícil escolher o melhor em campo. Rodri, Lamin Yamal, Cucurella, Oiarzabal, o time todo cumpriu bem sua função e o destaque tem que realmente ir para o treinador Luis de la Fuente.
⚽ 4. Uma campanha cada vez mais sólida
A Espanha, que completou nesta partida 37 jogos invicta, embora tenha começado a Copa empatando com Cabo Verde e passado as duas últimas fases com gol no final, tomou apenas um gol em toda competição, engrenou e agora vai com tudo para vencer sua segunda Copa.
⚽ 5. A jogada que abriu o caminho
O lance do pênalti a favor da Espanha, que ocasionou o primeiro gol, mostra a aplicação do time, pois, quando o zagueiro Digné dominou mal, Lamine Yamal atacou espaço, tomou a frente e recebeu a falta. Na cobrança, uma batida forte, sem chances de defesa, como manda o figurino (aprenda, Bruno Guimarães!).
⚽ 6. A força da Fúria
O vistoso e aplicado futebol da Fúria chamou a atenção de todos, até porque, apesar de vencer os últimos jogos contra a França, inclusive na semifinal da Eurocopa, o futebol apresentado pelos franceses nesta Copa apontava-os como favoritos para esse jogo. Mas o time espanhol se impôs mais uma vez.
O vistoso e aplicado futebol da Fúria chamou a atenção de todos, até porque, apesar de vencer os últimos jogos contra a França, inclusive na semifinal da Eurocopa, o futebol apresentado pelos franceses nesta Copa apontava-os como favoritos para esse jogo. Mas o time espanhol se impôs mais uma vez.
⚽ 7. França anulada
A superioridade foi tão grande que as estrelas da França praticamente não fizeram nada. O primeiro chute que deram em direção ao gol foi no final do segundo tempo.
⚽ 8. O retrato do primeiro tempo
Desde o começo do jogo, percebia-se que o confronto era de um time mais individualista (França) contra um time mais coletivo (Espanha). Ocupando bem todos os espaços do campo, a Espanha teve mais posse de bola, não deu espaços para os contragolpes franceses e foi comandando as ações. A França tinha dificuldade até de sair jogando. O primeiro gol espanhol foi na penalidade máxima cometida por Digne, que tentou dominar a bola dentro da área, mas Lamine Yamal roubou, e ele acabou acertando um chute no espanhol. Oyarzabal, bateu e marcou. No fim dessa etapa, a Espanha baixou um pouco as linhas e a França cresceu, dando um certa pressão, mas nada tão incisivo.
⚽ 9. Superioridade confirmada
A Espanha cresceu ainda mais de produção no segundo tempo. Logo no início, Oyarzabal recebeu na frente da área, girou e bateu com perigo; o lado esquerdo da França estava vulnerável e, por ali, os espanhóis fizeram o segundo gol com Pedro Porro e várias outras jogadas de perigo, inclusive o gol anulado de Lamin Yamal; o segundo gol espanhol deixou os franceses atordoados e perdidos, ainda assim tentaram reagir. Mbapee foi no fundo chutou, mas o goleiro defendeu; Dembele rolou para Mbappe, que bateu com perigo mas a zaga desviou; depois teve uma cabeçada da Espanha rente à trave; numa bola em profundidade da Espanha, o goleiro francês saiu e tirou; num cobrança de falta, Mbapee botou pra fora; no final Dembele acertou um bom chute mas o goleiro espanhol fez a defesa.
⚽ 10. Quem será o adversário?
O adversário da Fúria na luta final para conquistar a Copa do Mundo será a Argentina de Messi ou Inglaterra de Kane. Qualquer das duas dará muito trabalho, mas, se Espanha repetir a eficiente atuação coletiva que teve nessa partida contra a França, dificilmente deixará escapar o bicampeonato mundial.
Considerações finais
Uma semifinal costuma separar as boas equipes das grandes seleções. Contra a França, a Espanha mostrou maturidade, consistência e um futebol coletivo capaz de neutralizar um dos elencos mais talentosos do mundo. A vaga na decisão veio com autoridade e reforça o momento vivido pela equipe do técnico Luis de la Fuente.
Agora resta conhecer o adversário da grande final. Independentemente de enfrentar Argentina ou Inglaterra, a Espanha chega embalada por uma campanha sólida, marcada por organização tática, regularidade e confiança. Se repetir o desempenho apresentado na semifinal, entrará em campo com argumentos suficientes para buscar novamente a Taça.
Ficha técnica
Competição: Copa do Mundo - Semifinal
Local: Arlington, Texas (EUA)
Data e horário: 14 de julho de 2026, às 16h (de Brasília)
Árbitro: Iván Barton (ELS)
Assistentes: David Moran (ELS) e Antonio Pupiro (NIC)
VAR: Tomasz Kwiatkowski (POL)
Cartões amarelos: Rabiot (FRA), Cucurella (ESP) e Mbappé (FRA)
Gols: Oyarzabal (22'/1ºT) e Pedro Porro (13'/2ºT) (ESP)
França: Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba (Lacroix; lesão) e Digne (Theo Hernandez); Rabiot (Koné), Tchouaméni e Olise (Cherki); Barcola (Doué), Dembélé e Mbappé. Técnico: Didier Deschamps.
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro (Llorente), Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Alex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Técnico: Luis de la Fuente.
Árbitro: Iván Barton (ELS)
Assistentes: David Moran (ELS) e Antonio Pupiro (NIC)
VAR: Tomasz Kwiatkowski (POL)
Cartões amarelos: Rabiot (FRA), Cucurella (ESP) e Mbappé (FRA)
Gols: Oyarzabal (22'/1ºT) e Pedro Porro (13'/2ºT) (ESP)
França: Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba (Lacroix; lesão) e Digne (Theo Hernandez); Rabiot (Koné), Tchouaméni e Olise (Cherki); Barcola (Doué), Dembélé e Mbappé. Técnico: Didier Deschamps.
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro (Llorente), Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Alex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Técnico: Luis de la Fuente.


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