O resultado ampliou para cinco a sequência de partidas sem vitória e tornou mais difícil olhar para a tabela sem levar em conta o momento vivido pelo time. Na Arena Condá, o Bahia encontrou espaços para atacar, mas voltou a cometer erros que permitiram ao adversário permanecer vivo até o fim. O empate, diante das circunstâncias, acabou tendo um gosto bem diferente daquele de um ponto conquistado fora de casa.
O placar movimentado não diminui o tamanho da preocupação. Na leitura do jornalista e colaborador do Blog Ponto da Notícia, Kleber Leal, o empate em Chapecó coloca em xeque a fase do Bahia, sem esconder os problemas que apareceram durante os 90 minutos. Entre questionamentos, elogios pontuais e uma projeção nada confortável para a sequência da Serie A, a análise aborda o ainda o que o Tricolor terá pela frente no clássico BA-VI. A seguir, confira os 10 momentos do confronto.
Dez observações sobre Chapecoense 3x3 Bahia
⚽ 1. Futebol sofrível
Apresentando um futebol sofrível, o Bahia, apenas empatou, fora de casa, com a Chapecoense, lanterna do Brasileirão. Caso perdesse, não seria injusto, pois o time catarinense jogou de igual para igual e não merecia a derrota, tanto que ficou três vezes atrás do placar e foi buscar os empates. Passo a ter uma perspectiva pragmática com esse time do Bahia, torcendo para alcançarmos logo 45 pontos e garantir a permanência na Série A, pois o futebol apresentado está assustando e não nos permite sonhar com Libertadores ou Pré-Libertadores e, a continuar nessa pegada, até mesmo Sul-Americana. Lamentável.
⚽ 2. Falhas em todos os setores
Time tricolor, que obteve o quinto empate seguido, apresentou falhas em todos os seus setores. Marcou mal, teve muita dificuldade de criação no meio e o ataque foi completamente improdutivo.
⚽ 3. A parada não melhorou o Bahia
A realidade nua e crua é que, pelo que vem apresentando, o Bahia não aproveitou a parada da Copa para melhorar, pois o time vinha jogando mal bem antes e, nesse período atual, a coisa degringolou. Apesar de Ceni, na coletiva, mencionar que o Bahia foi superior neste jogo, não foi isso que se viu em campo.
⚽ 4. Falta empenho
Além de estar produzindo pouco e cometendo muitas falhas, nota-se, na maioria esmagadora do elenco, a falta de empenho, de raça, de gana, e isso saltou aos olhos nesta partida, pois, toda vez em que ficou à frente do placar, o time se desligou e passou tomar pressão até sofrer os empates.
⚽ 5. Acevedo é a exceção
Única exceção de muito empenho, gana, raça é Nicolas Acevedo, que atualmente é disparado o melhor jogador do time. Além de se virar praticamente sozinho na marcação, ainda chega bem para armar o ataque e, neste jogo, foi contemplado com um golaço.
⚽ 6. Giovani Augusto deitou e rolou
Só o Bahia mesmo para permitir que um jogador meia-boca como Giovani Augusto atuasse muito bem e fosse o melhor em campo. Ele já jogou em vários clubes sem sucesso (com exceção do início de carreira no Figueirense, quando foi bem). Contra o Esquadrão, ele fez o que quis e mais um pouco.
⚽ 7. Defesa e meio-campo preocupam
David Duarte fez sua centésima partida com a camisa do Bahia e teve uma atuação muito fraca, ao lado de Mingo e de toda nossa defesa, todos muito mal. No meio, como falei, só Acevedo foi bem; Jean Lucas perdido e Nestor errando passes de todo jeito; Furquim também foi mal, sem conseguir articular nada; Pulga não foi tão bem, mas ainda conseguiu fazer alguma coisa; os que entraram não mostraram serviço e Erick ainda perdeu um gol praticamente feito. Aliás, somente Zé Guilherme, com bons cruzamentos, se salvou. Time está todo bagunçado, não parece que treina. Está dando dó ver o Bahia jogar.
⚽ 8. Primeiro tempo
O Bahia começou um pouco melhor que a Chapecoense, mas errava muitos passes no terço final e tinha uma marcação frouxa, dando muitos espaços ao adversário. A Chape tentou logo um chute de dentro da área, mas a jogada foi travada; Nestor chutou mascado, goleiro pegou; bola na área, o zagueiro tentou tirar, mas Pulga chegou na frente e sofreu a falta: pênalti. Alejo Véliz bateu mal, o goleiro quase intercepta, mas a bola acabou entrando: 1 a 0; Pulga recebeu do lado esquerdo, deu um corte e chutou pra fora com perigo, tentando o ângulo; Bahia se desligou após o gol e, numa bola da Chape na área, Geovani Augusto recebeu, dominou e chutou para empatar, com o maior espaço do mundo e aproveitando a má colocação de Ronaldo; depois Nestor cruzou, Alejo desviou de cabeça para fora; bola na área do Bahia, defesa assistiu, chute por cima da Chape; Nestor tentou de longe para fora; linda troca de passes entre Nestor, Acevedo e Pulga, que lançou na área e o zagueiro desviou e fez contra, 2x1; bola alçada na área, Roman Gomes chutou pra cima; reposição do goleiro Anderson, jogador da Chape recebeu livre e mandou por cima com muito perigo.
O Bahia começou um pouco melhor que a Chapecoense, mas errava muitos passes no terço final e tinha uma marcação frouxa, dando muitos espaços ao adversário. A Chape tentou logo um chute de dentro da área, mas a jogada foi travada; Nestor chutou mascado, goleiro pegou; bola na área, o zagueiro tentou tirar, mas Pulga chegou na frente e sofreu a falta: pênalti. Alejo Véliz bateu mal, o goleiro quase intercepta, mas a bola acabou entrando: 1 a 0; Pulga recebeu do lado esquerdo, deu um corte e chutou pra fora com perigo, tentando o ângulo; Bahia se desligou após o gol e, numa bola da Chape na área, Geovani Augusto recebeu, dominou e chutou para empatar, com o maior espaço do mundo e aproveitando a má colocação de Ronaldo; depois Nestor cruzou, Alejo desviou de cabeça para fora; bola na área do Bahia, defesa assistiu, chute por cima da Chape; Nestor tentou de longe para fora; linda troca de passes entre Nestor, Acevedo e Pulga, que lançou na área e o zagueiro desviou e fez contra, 2x1; bola alçada na área, Roman Gomes chutou pra cima; reposição do goleiro Anderson, jogador da Chape recebeu livre e mandou por cima com muito perigo.
⚽ 9. Segundo tempo
No início da segunda etapa, o desligamento do Bahia aumentou e a Chape voltou a pressionar. Menos de um minuto, chute da Chape, com defesa de Ronaldo; logo em seguida, num mole de Juba, bola foi alçada na área, ninguém cortou e na sobra Marcinho empatou; Geovani Augusto lançou na área, houve a cabeçada pra fora; Chape chegou a fazer o terceiro gol num contragolpe, mas felizmente havia sido impedimento no início da jogada; troca de passes na frente da área, entre Pulga e Jean Lucas, Acevedo apareceu, soltou a bomba e fez um golaço; Caio Alexandre alçou na área, Pulga desviou, a bola resvalou no zagueiro e o goleiro faz defesaça; nosso sistema defensivo estava muito mal e numa outra bola de Giovani Augusto na área, Tulio empatou de novo; Nestor cobrou escanteio, Mingo desviou de cabeça para fora; Caio Alexandre passou para Zé Guilherme, que cruzou na cabeça de Erick, sozinho, mas ele mandou para fora; bola alçada, defesa rebateu, Pulga pegou a sobra da entrada da área e chutou fraquinho para defesa do goleiro.
⚽ 10. Apelar para nossa estrela
Com o pobre futebol que vem apresentando, não se pode esperar coisa boa no próximo jogo, contra o rival, no campo deles. No entanto, vamos apelar para Deus, torcendo que Ele ilumine nossa estrela, e ela, que muitas vezes aparece nos momentos mais difíceis, possa, com o poder divino, fazer dar tudo certo, mesmo com eles estando num momento bem melhor. Precisamos mudar a postura, entrar com determinação, e com muita vontade de obter os 3 pontos, pois vencer o jogo será muito importante para que possamos começar a espantar esta fase tenebrosa que estamos vivendo. Que DEUS nos ajude!
Considerações finais
O empate em Chapecó deixa o Bahia diante de um cenário que já não pode ser tratado como um simples tropeço. A equipe chegou ao quinto jogo consecutivo sem vencer e, mesmo marcando três vezes fora de casa, não conseguiu transformar nenhuma das vantagens em controle da partida. O problema, portanto, vai muito além da pontuação: está na maneira como o time reage quando precisa proteger um resultado.
A próxima rodada coloca o Bahia diante de um desafio ainda maior, contra o Vitória, em um clássico que chega em momento delicado para o Tricolor. Mais do que a rivalidade, será uma oportunidade para a equipe mostrar se ainda consegue reagir dentro de campo e interromper uma sequência que começa a mudar o rumo da campanha. Contra o arquirrival, a margem para repetir os mesmos erros será muito menor.
FICHA TÉCNICA
Competição: 23ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data e horário: 16 de agosto de 2026, às 11h (de Brasília)
Árbitro: Daiana Muniz
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Bruno Boschilia
VAR: Ilbert Estevam da Silva
Cartões amarelos: Camilo (CHA), Sanabria (BAH), Erick Pulga (BAH)
Gols: Alejo Véliz, aos 13 minutos do primeiro tempo; Giovanni Augusto, aos 19 do primeiro tempo; Kauan (contra), aos 42 minutos do segundo tempo; Marcinho, aos dois do segundo tempo; Acevedo, aos 20 do segundo tempo; Túlio Eduardo, aos 25 do segundo tempo
CHAPECOENSE: Anderson; Heitor (Everton), Kauan, Eduardo Doma e Fernando (Bruno Pacheco); Yago Felipe (David Antunes), Camilo e Bruno Matias (Franco Rossi); Kevin Ramírez (Tulio Eduardo), Giovanni Augusto e Marcinho. Técnico: Rafael Lacerda
BAHIA: Ronaldo; Román Gómez (Caio Alexandre), David Duarte e Santiago Ramos Mingo; Acevedo, Kevin Furquim (Sanabria), Jean Lucas (Erick), Rodrigo Nestor (Michel Araújo) e Luciano Juba (Zé Guilherme); Erick Pulga e Alejo Véliz. Técnico: Rogério Ceni.
Árbitro: Daiana Muniz
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Bruno Boschilia
VAR: Ilbert Estevam da Silva
Cartões amarelos: Camilo (CHA), Sanabria (BAH), Erick Pulga (BAH)
Gols: Alejo Véliz, aos 13 minutos do primeiro tempo; Giovanni Augusto, aos 19 do primeiro tempo; Kauan (contra), aos 42 minutos do segundo tempo; Marcinho, aos dois do segundo tempo; Acevedo, aos 20 do segundo tempo; Túlio Eduardo, aos 25 do segundo tempo
CHAPECOENSE: Anderson; Heitor (Everton), Kauan, Eduardo Doma e Fernando (Bruno Pacheco); Yago Felipe (David Antunes), Camilo e Bruno Matias (Franco Rossi); Kevin Ramírez (Tulio Eduardo), Giovanni Augusto e Marcinho. Técnico: Rafael Lacerda
BAHIA: Ronaldo; Román Gómez (Caio Alexandre), David Duarte e Santiago Ramos Mingo; Acevedo, Kevin Furquim (Sanabria), Jean Lucas (Erick), Rodrigo Nestor (Michel Araújo) e Luciano Juba (Zé Guilherme); Erick Pulga e Alejo Véliz. Técnico: Rogério Ceni.

Um comentário:
Feliz Aniversário Tricolor de AÇO!!!
Tomara que seu presente venha Domingo!!! kkk
Até meio a zero que seja nas Bípedes Emplumadas Fugitivas!
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