Segundo o Estudo Brasileiro de Menopausa, divulgado em 2022, as brasileiras entram nessa fase, em média, aos 48 anos. Com a redução da produção hormonal e o fim do período fértil, o organismo passa por diversas transformações que podem afetar a saúde física, emocional e a qualidade de vida.
O ginecologista e fundador da Academia da Menopausa e Saúde da Mulher (AMSM), Jorge Valente, explica que compreender essas mudanças é fundamental para reconhecer os sintomas precocemente e buscar acompanhamento adequado.
Climatério e menopausa não são a mesma coisa
Embora sejam frequentemente confundidos, climatério e menopausa possuem significados diferentes. O climatério corresponde ao período de transição em que ocorre a redução progressiva da produção hormonal pelos ovários.
Essa queda dos hormônios femininos provoca diversas alterações no organismo e marca a passagem da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher.
Já a menopausa não é uma fase, mas um marco dentro desse processo. Ela é caracterizada pela ausência da menstruação durante 12 meses consecutivos, indicando o encerramento definitivo do período fértil.
Ainda de acordo com Jorge Valente, a menopausa faz parte do climatério e representa apenas uma das etapas desse processo natural do envelhecimento feminino.
Já a menopausa não é uma fase, mas um marco dentro desse processo. Ela é caracterizada pela ausência da menstruação durante 12 meses consecutivos, indicando o encerramento definitivo do período fértil.
Ainda de acordo com Jorge Valente, a menopausa faz parte do climatério e representa apenas uma das etapas desse processo natural do envelhecimento feminino.
Os sintomas podem surgir anos antes da menopausa
A redução hormonal pode provocar uma série de manifestações que variam de intensidade entre as mulheres. Entre os sintomas mais comuns estão as ondas de calor, suor noturno, fadiga, queda da libido, ressecamento vaginal, alterações de humor, dificuldade para dormir, piora da qualidade dos cabelos e unhas e aumento do percentual de gordura corporal.
Além desses sinais, especialistas alertam que a queda dos hormônios também está relacionada ao aumento do risco de doenças como osteoporose, obesidade e diabetes, tornando o acompanhamento médico ainda mais importante durante essa fase.
8 sinais que podem indicar a chegada do climatério
Nem todas as mulheres apresentam os mesmos sintomas, mas alguns sinais costumam ser mais frequentes durante essa transição hormonal:
Ondas de calor: sensação repentina de calor intenso, principalmente no rosto, pescoço e peito;
Alterações no sono: dificuldade para dormir ou despertares frequentes durante a noite;
Queda da libido: redução do desejo sexual provocada pelas mudanças hormonais;
Queda da libido: redução do desejo sexual provocada pelas mudanças hormonais;
Ressecamento vaginal: alteração que pode causar desconforto nas relações íntimas;
Cansaço frequente: sensação de fadiga mesmo após períodos de descanso;
Oscilações de humor: irritabilidade, ansiedade e mudanças emocionais podem surgir com maior frequência;
Oscilações de humor: irritabilidade, ansiedade e mudanças emocionais podem surgir com maior frequência;
Ganho de peso: aumento do percentual de gordura, especialmente na região abdominal;
Dificuldade de concentração: lapsos de memória e menor capacidade de foco também podem ocorrer.
Embora esses sintomas sejam comuns, eles não devem ser encarados como uma condição que precisa ser suportada sem tratamento. O acompanhamento médico pode ajudar a reduzir os impactos dessa fase na rotina e na qualidade de vida.
Dificuldade de concentração: lapsos de memória e menor capacidade de foco também podem ocorrer.
Embora esses sintomas sejam comuns, eles não devem ser encarados como uma condição que precisa ser suportada sem tratamento. O acompanhamento médico pode ajudar a reduzir os impactos dessa fase na rotina e na qualidade de vida.
Como é feito o diagnóstico
Identificar corretamente o climatério é um passo importante para definir o tratamento mais adequado e reduzir os impactos das alterações hormonais na qualidade de vida.
O médico especialista destaca que o diagnóstico do climatério é complementado pela avaliação dos níveis hormonais, especialmente dos hormônios luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH). Esses marcadores ajudam a indicar que a mulher está entrando nessa fase de transição hormonal.
Já a menopausa possui diagnóstico essencialmente clínico. Ela é confirmada quando a mulher permanece 12 meses consecutivos sem menstruar, desde que não exista outra causa que justifique a interrupção do ciclo menstrual.
A avaliação médica também leva em consideração a idade da paciente, os sintomas apresentados, o histórico de saúde e outros fatores que podem influenciar o tratamento.
Quando a reposição hormonal pode ser indicada
Para muitas mulheres, a reposição hormonal representa uma das principais alternativas para aliviar os sintomas do climatério e melhorar a qualidade de vida.
Ainda conforme Jorge Valente, esse tratamento pode ser recomendado quando a paciente não apresenta contraindicações identificadas após avaliação clínica e exames laboratoriais.
O objetivo é repor parte dos hormônios cuja produção diminui naturalmente ao longo dessa fase, contribuindo para o controle de sintomas como ondas de calor, alterações do sono, ressecamento vaginal e redução da libido.
No entanto, a indicação deve ser sempre individualizada, considerando o histórico de saúde de cada mulher e os possíveis riscos e benefícios do tratamento.
Identificar corretamente o climatério é um passo importante para definir o tratamento mais adequado e reduzir os impactos das alterações hormonais na qualidade de vida.
O médico especialista destaca que o diagnóstico do climatério é complementado pela avaliação dos níveis hormonais, especialmente dos hormônios luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH). Esses marcadores ajudam a indicar que a mulher está entrando nessa fase de transição hormonal.
Já a menopausa possui diagnóstico essencialmente clínico. Ela é confirmada quando a mulher permanece 12 meses consecutivos sem menstruar, desde que não exista outra causa que justifique a interrupção do ciclo menstrual.
A avaliação médica também leva em consideração a idade da paciente, os sintomas apresentados, o histórico de saúde e outros fatores que podem influenciar o tratamento.
Quando a reposição hormonal pode ser indicada
Para muitas mulheres, a reposição hormonal representa uma das principais alternativas para aliviar os sintomas do climatério e melhorar a qualidade de vida.
Ainda conforme Jorge Valente, esse tratamento pode ser recomendado quando a paciente não apresenta contraindicações identificadas após avaliação clínica e exames laboratoriais.
O objetivo é repor parte dos hormônios cuja produção diminui naturalmente ao longo dessa fase, contribuindo para o controle de sintomas como ondas de calor, alterações do sono, ressecamento vaginal e redução da libido.
No entanto, a indicação deve ser sempre individualizada, considerando o histórico de saúde de cada mulher e os possíveis riscos e benefícios do tratamento.
Outros recursos também podem auxiliar no tratamento
Além da reposição hormonal, existem outras abordagens que podem contribuir para reduzir os sintomas do climatério. A farmacêutica Edza Brasil, fundadora da Singular Pharma, explica que a modulação de ativos capazes de atuar sobre testosterona, estradiol e progesterona pode auxiliar no equilíbrio hormonal quando indicada pelo médico.
Para ela, imunomoduladores, fitoquímicos e nutracêuticos também podem integrar o tratamento, ajudando a amenizar sintomas e proporcionando mais qualidade de vida durante essa fase.
Apesar dessas possibilidades, a especialista reforça que qualquer estratégia deve ser acompanhada por um médico, responsável por definir o protocolo mais adequado para cada paciente.
Hábitos saudáveis fazem diferença nessa fase
Embora os tratamentos possam aliviar diversos sintomas, especialistas destacam que os resultados tendem a ser ainda melhores quando são acompanhados por mudanças no estilo de vida.
A prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada, o controle do estresse e uma boa rotina de sono ajudam a preservar a saúde, reduzir o risco de doenças associadas à queda hormonal e favorecer o bem-estar durante o climatério.
Ainda de acordo com o médico especialista, manter um estilo de vida saudável é um dos principais aliados da mulher nessa fase, pois esses hábitos ajudam a retardar os impactos provocados pela redução natural dos hormônios e contribuem para uma melhor qualidade de vida.
6 hábitos que podem aliviar os sintomas do climatério
Embora cada mulher vivencie essa fase de forma diferente, algumas mudanças na rotina podem contribuir para reduzir o desconforto e preservar a saúde ao longo do climatério:
Praticar atividade física regularmente: ajuda no controle do peso, fortalece ossos e músculos e melhora o humor;
Manter uma alimentação equilibrada: priorizar frutas, verduras, legumes, proteínas e alimentos ricos em cálcio e vitamina D favorece a saúde geral;
Dormir bem: uma rotina de sono adequada contribui para reduzir a fadiga e melhorar a disposição;
Controlar o estresse: técnicas de relaxamento, lazer e momentos de descanso podem minimizar os impactos emocionais dessa fase;
Realizar acompanhamento médico periódico: consultas regulares permitem monitorar sintomas e avaliar a necessidade de tratamento;
Evitar cigarro e consumo excessivo de álcool: esses hábitos podem potencializar alguns sintomas e aumentar o risco de doenças cardiovasculares e ósseas.
A adoção dessas medidas não elimina completamente os sintomas, mas pode tornar essa transição mais tranquila e contribuir para uma melhor qualidade de vida.
A informação faz diferença no cuidado com a saúde
O climatério e a menopausa fazem parte do envelhecimento natural da mulher, mas isso não significa que seus sintomas precisem ser enfrentados sem orientação.
O conhecimento sobre as mudanças hormonais, aliado ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento médico, permite identificar a melhor estratégia para controlar os sintomas e prevenir complicações associadas à queda hormonal.
Cada mulher vivencia essa fase de maneira única. Por isso, compreender os sinais do próprio corpo e buscar orientação especializada quando surgirem dúvidas ou desconfortos é uma das principais formas de preservar a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida durante essa etapa.

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