Com dois gols de Matheus Cunha, boa atuação de Vinicius Júnior e maior controle das ações durante boa parte do confronto, o time de Carlo Ancelotti construiu o resultado ainda no primeiro tempo. Apesar do placar confortável, algumas fragilidades defensivas voltaram a aparecer e seguem como ponto de atenção para a sequência da competição.
Na visão do jornalista e colaborador do Blog Ponto da Notícia, Kléber Leal, os 10 momentos listados a seguir ajudam a contar a história do primeiro triunfo do Brasil no Mundial.
Na visão do jornalista e colaborador do Blog Ponto da Notícia, Kléber Leal, os 10 momentos listados a seguir ajudam a contar a história do primeiro triunfo do Brasil no Mundial.
Análise de Brasil 3x0 Haiti:
⚽ 1. Outra postura
Com uma postura mais aguerrida, errando menos passes e sendo mais efetivo, o Brasil precisou apenas do primeiro tempo para construir a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti e assumir a liderança do grupo. A atuação apagou parte da má impressão deixada no empate diante do Marrocos na estreia. O placar poderia ter sido ainda mais elástico, mas dois gols acabaram anulados por impedimento.
⚽ 2. Vitória sem empolgação exagerada
É preciso considerar o nível técnico do adversário. O Haiti pouco ameaçou e ofereceu espaços durante toda a partida. Ainda assim, a seriedade demonstrada pela equipe brasileira e a disposição para corrigir erros vistos na estreia merecem destaque.
⚽ 3. Mateus Cunha aproveita a oportunidade
Carlo Ancelotti manteve praticamente a mesma equipe que teve atuação abaixo do esperado contra o Marrocos. A ironia é que um dos jogadores que entrou bem naquela partida voltou a se destacar. Mateus Cunha aproveitou a chance e marcou dois gols, sendo decisivo para o triunfo brasileiro.
⚽ 4. Gol feio também vale
O primeiro gol de Mateus Cunha nasceu em uma dividida dentro da área e teve um toque de acaso. Mas, como dizia o lendário Dadá Maravilha: "Não existe gol feio. Feio é não fazer gol". E o atacante estava no lugar certo para abrir o caminho da vitória.
⚽ 5. O surfista da Seleção
Na comemoração de um dos gols, Mateus Cunha simulou movimentos de surfe, uma referência à sua conhecida paixão pelo esporte. O gesto também remete à música "Solitário Surfista", de Jorge Ben Jor, lançada em 1981 e inspirada no universo dos amantes das ondas.
⚽ 6. Vini Jr. segue sendo o diferencial
Mais uma vez, Vinícius Júnior foi o principal jogador da Seleção. Com velocidade, objetividade e capacidade de desequilibrar no um contra um, criou problemas constantes para a defesa haitiana. Além de marcar um gol, participou diretamente das principais jogadas ofensivas do Brasil.
⚽ 7. Uns se redimem, outros seguem devendo
Paquetá e Alisson conseguiram responder às críticas recebidas após a estreia. O meio-campista participou da construção das jogadas ofensivas e ajudou na marcação, enquanto o goleiro fez boas intervenções no segundo tempo. Em contrapartida, Casemiro continua sem conseguir acompanhar o ritmo das partidas. O sistema defensivo também segue preocupando, com falhas de posicionamento e dificuldades de recomposição. Ancelotti ainda demorou para mexer na equipe e poderia ter utilizado Endrick por mais tempo.
⚽ 8. Como foi o jogo
O Brasil dominou desde os primeiros minutos. Raphinha chegou a balançar as redes, mas o lance foi anulado por impedimento. Pouco depois, Vinícius Júnior participou da jogada que terminou com Mateus Cunha abrindo o placar. O segundo gol nasceu após recuperação de bola de Paquetá e assistência para Cunha finalizar com força. O terceiro veio em arrancada de Vini Jr, que mostrou categoria para vencer o goleiro.
Na segunda etapa, o ritmo caiu. Ainda assim, o Brasil criou oportunidades com Martinelli, Bruno Guimarães e Endrick. Do outro lado, Alisson precisou trabalhar em algumas investidas haitianas e evitou que o adversário diminuísse a diferença.
⚽ 9. Fala, amigo
Em participação especial, o agente administrativo Fábio Calculino avaliou que o resultado foi importante, mas fez um alerta para a sequência da competição.
Segundo ele, a Seleção ainda oferece muitas oportunidades aos adversários, algo que pode custar caro diante de equipes mais qualificadas. Para Fábio, o desempenho defensivo continua sendo motivo de preocupação e o Brasil ainda precisa evoluir bastante para sonhar com o hexacampeonato.
⚽ 10. Escócia no horizonte
A próxima parada será diante da Escócia, em duelo que encerra a fase de grupos. Apesar do favoritismo brasileiro, a partida promete ser mais exigente do que foi o confronto contra o Haiti. Uma vitória pode garantir a liderança da chave e dar mais tranquilidade para a sequência da Copa do Mundo.
Considerações finais
A vitória sobre o Haiti era praticamente obrigação, mas a forma como ela foi construída também importa. O Brasil mostrou uma postura muito mais agressiva, criou oportunidades desde o início e aproveitou melhor as chances que teve para construir uma vantagem confortável ainda na etapa inicial.
Ao mesmo tempo, o jogo serviu para confirmar algumas tendências vistas na estreia. Vinicius Júnior segue sendo o principal jogador da equipe, Matheus Cunha aproveitou a oportunidade para ganhar força na disputa por posição e alguns atletas que foram criticados diante de Marrocos conseguiram apresentar evolução.
Por outro lado, a Seleção voltou a oferecer espaços defensivos contra um adversário tecnicamente limitado. Em partidas contra equipes mais qualificadas, erros de posicionamento e falhas de recomposição podem custar caro.
Com quatro pontos e a liderança do grupo, o Brasil chega à rodada final dependendo apenas de si para avançar e confirmar a primeira colocação. Mais importante do que o placar, porém, foi a melhora de desempenho. A missão agora é transformar essa evolução em regularidade para seguir firme na busca pelo hexacampeonato.
Ficha técnica
Competição: Copa do Mundo (2ª rodada do Grupo C)
Local: Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA)
Data e hora: 19 de junho de 2026, às 21h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alejandro Hernández (Espanha)
Auxiliares: Jose Enrique Naranjo (Espanha) e Diego Sánchez (Espanha)
VAR: Carlos del Cerro Grande (ESP)
Cartões amarelos: Douglas Santos (BRA); Arcus, Pierrot, Jean Jacques (HAI)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Matheus Cunha, aos 22 minutos do primeiro tempo (BRA); Matheus Cunha, aos 35 do primeiro tempo (BRA); Vini Jr., aos 47 minutos do primeiro tempo (BRA)
Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson), Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Vinícius Júnior (Danilo Santos), Matheus Cunha (Endrick) e Raphinha (Rayan). Técnico: Carlo Ancelotti.
Haiti: Johny Placide; Carlens Arcus (Simon), Ricardo Adé, Delcroix e Experience; Duverne, Jean Jacques, Casimir (Deedson), Bellegarde (Etienne) e Providence (Joseph); Pierrot (Isidor). Técnico: Sébastien Migné.
A vitória sobre o Haiti era praticamente obrigação, mas a forma como ela foi construída também importa. O Brasil mostrou uma postura muito mais agressiva, criou oportunidades desde o início e aproveitou melhor as chances que teve para construir uma vantagem confortável ainda na etapa inicial.
Ao mesmo tempo, o jogo serviu para confirmar algumas tendências vistas na estreia. Vinicius Júnior segue sendo o principal jogador da equipe, Matheus Cunha aproveitou a oportunidade para ganhar força na disputa por posição e alguns atletas que foram criticados diante de Marrocos conseguiram apresentar evolução.
Por outro lado, a Seleção voltou a oferecer espaços defensivos contra um adversário tecnicamente limitado. Em partidas contra equipes mais qualificadas, erros de posicionamento e falhas de recomposição podem custar caro.
Com quatro pontos e a liderança do grupo, o Brasil chega à rodada final dependendo apenas de si para avançar e confirmar a primeira colocação. Mais importante do que o placar, porém, foi a melhora de desempenho. A missão agora é transformar essa evolução em regularidade para seguir firme na busca pelo hexacampeonato.
Ficha técnica
Competição: Copa do Mundo (2ª rodada do Grupo C)
Local: Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA)
Data e hora: 19 de junho de 2026, às 21h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alejandro Hernández (Espanha)
Auxiliares: Jose Enrique Naranjo (Espanha) e Diego Sánchez (Espanha)
VAR: Carlos del Cerro Grande (ESP)
Cartões amarelos: Douglas Santos (BRA); Arcus, Pierrot, Jean Jacques (HAI)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Matheus Cunha, aos 22 minutos do primeiro tempo (BRA); Matheus Cunha, aos 35 do primeiro tempo (BRA); Vini Jr., aos 47 minutos do primeiro tempo (BRA)
Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson), Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Vinícius Júnior (Danilo Santos), Matheus Cunha (Endrick) e Raphinha (Rayan). Técnico: Carlo Ancelotti.
Haiti: Johny Placide; Carlens Arcus (Simon), Ricardo Adé, Delcroix e Experience; Duverne, Jean Jacques, Casimir (Deedson), Bellegarde (Etienne) e Providence (Joseph); Pierrot (Isidor). Técnico: Sébastien Migné.


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